As Facetas do Ensino Híbrido
O
Ensino Hibrido permite a flexibilidade na aprendizagem de quem dele participa,
facilita a vida do estudante que por sua vez não será obrigado a frequentar
presencialmente a escola todos os dias, é também chamado de Blended Learning,
uma forma mista de aprender, que permite ao aluno ser mais pró ativo,
utilizando recursos on-line e também presencial.
Uma
série de benefícios podem ser vista nessa modalidade, dentre eles podemos
citar: a flexibilidade ao professor e aluno que podem interagir de várias
formas na construção do conhecimento; não há obrigatoriedade da sala de aula,
permitindo que esse espaço possa ser aproveitado para outros fins, outros
cursos para a comunidade; no entanto, faz-se necessário um ajuste acadêmico, um
controle que permita ao professor e ao aluno o contato presencial também.
Permite
vários métodos de ensino, tendo a tecnologia como aliada, pode-se usar blogs,
vlogs, podcasts e multimídias de todos os tipos. Contempla vários estilos de
aprendizagem, do auditivo ao visual. Desenvolvem pensamento crítico,
criatividade, colaboração e comunicação.
Segundo
Moran, em seu blog “Educação Transformadora”, afirma que estamos num período
desafiador atualmente, com empobrecimento, desemprego e tantos problemas por
resolver, sendo assim, podemos aproveitar a crise como uma oportunidade para
avançar em propostas que tragam valor para os estudantes a um custo acessível:
a educação híbrida pode ser um dos caminhos.
O
sistema híbrido permite a flexibilidade e ainda une públicos diversos,
permitindo a interação de profissionais diferentes, com alunos diferentes
pautados em conteúdos acessíveis ao público alvo desse universo.
O
híbrido abre portas para repensar o conteúdo do currículo tradicional para
aliar-se as tecnologias digitais em busca de avanços na educação. Onde permita
ao estudante a possibilidade de construir seu conhecimento com a tutoria do
professor de forma flexível.
Vale ressaltar que o ensino Híbrido não substitui o Presencial, pelo contrário se complementam, no Híbrido o aluno pode pesquisar, assistir quantas vezes forem necessárias, já no presencial abre o espaço para as aulas práticas, projetos trabalhados em dupla ou grupos.
Sem dúvida esse novo modelo precisa ser programado para atender a todos, em especial aqueles que tem dificuldades com o acesso à internet, sobretudo as escolas públicas precisam ser equipadas para oferecer a sua clientela essa modalidade de forma igualitária para não contribuir com a desigualdade social. Para isso é necessário a valorização dos profissionais na Educação, uma política pública que melhore a estrutura das escolas uma vez que esse é um modelo emergente que se acentuou sobretudo com o advento da pandemia.
É importante que seja feita uma aplicação gradativa do mesmo, os alunos precisam ter consciência, responsabilidade e foco e sem dúvida é no Ensino superior que se adquire mais autonomia. Então será necessária uma introdução gradativa para adaptação dessa modalidade.
Até porque, não é simples mudar, o novo costuma assustar, há necessidade de união, preparação, treinamento, para colocar em prática uma nova metodologia de ensino.
Pudemos observar que são diversas as questões que abrangem o ensino híbrido, vai além do presencial ou on-line, do misto, ou engessado, ensinar e aprender é uma arte, a aprendizagem acontece de diversas maneiras e formas, o ensino híbrido só veio somar com esse processo para que haja mais possibilidades inovadoras de conhecimento.
O
primeiro passo é despojar-se de ideias pré-concebidas e abrir-se pra novas
possibilidades, com o compromisso de investigar, aprimorar e executar, fazendo
uso da tecnologia como aliada nesse processo constante de mudança de
paradigmas.
Referências:
Moran,
(2021). Avanços e desafios na educação híbrida.
https://bit.ly/2PDPqCL.
[Acesso
15.01.2022]
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